quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Arquivos da Resistência II


Confira, abaixo, algumas das produções para a foto da Gabrielle Tosi.
Você ainda pode participar!!! 
Deixe seu texto como comentário neste post.

O desafio e a foto encontram-se AQUI.

* * * * *


Pílulas para emagrecer, para dormir, para acordar, para estudar, para ter forças, para reprimir o meu instinto primitivo da fome, para despejar o que entrava, para ser um zumbi. 
Quem eu vi por tanto tempo no espelho? Que figura era aquela que destruí com tanta força, estando do outro lado do espelho? 
Pílulas,durma, acorde, ande, não coma, despeje o que há de ruim, o que há de sujo, o que te apodrece. Apodrece? Não. 
Tantas horas parada olhando cada centímetro, tantas horas, dias, semanas tentando consertar o que nada tinha de errado. Eu estive partida, em tantos milhões que talvez não pudesse recolher. 
Poderiam pílulas conter amor, auto-estima, aceitação. Poderiam também conter surdez ao que escutamos por toda uma vida. Poderiam pílulas conter moléculas milagrosas que recolhessem nossos pedaços e assim, depois de sofrer tanto, faríamos de tudo para não partimos outra vez. 

(Anônimo)


* * *

je serais incapable de fabriquer un coeur à base de pilules... j'évite de prendre de tels médicaments.
En revanche s'il existe des pilule pour aimer mieux, j'achète!
Gros bisous

(Martine-Alison)


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Poema institucionalizado

cheguei causei gritei
internei dopei fumei cheguei causei gritei internei dopei fumei 
cheguei causei gritei internei dopei fumei cheguei causei gritei internei dopei fumei


Poema desinstitucionalizado

amei

(Natalia Bonfim)


* * *


Me conceda pílulas para aceitar o que não poço mudar, mais pílulas para mudar o que posso e um arsenal para não fuder tudo com muita frequência

(Anônimo)


* * *


E tive meu eu espedaçado em zilhões de pedaços, como se eu fosse um pote de pílulas jogadas ao vento. 
Pensei ser o fim de mim. 
Começou então uma revolução, eu me tornei meu centro, e como um imã, meus pedaços até então em cápsulas ao longo do mapa começaram a se aproximar. 
Foi quando percebi que quanto mais me amasse, e me aceitasse, mais de mim eu teria. Ao fim do processo, nem todas as cápsulas 'de mim' se aproximaram, mas meu eu pôde ser composto no formato de um coração e as que ainda estão um pouco afastadas, puderam traduzir e escrever "amor". 
Elas estão vindo.
Eu me tenho através do meu amor-próprio.

(Anônimo)


* * *


Uma overdose...

De amor, por favor

(Anônimo)

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