sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cupcake Party na Casa de Cultura Digital


Em 22 de outubro acontece  a primeira Cupcake Party no país, um sábado de festa para celebrar a diversidade das formas e da beleza, na Casa de Cultura Digital, em São Paulo. O projeto foi idealizado pela EDEN (Eating Difficulties Education Network), organização neozelandesa que .
Por que cupcakes? Cupcakes são bolinhos divertidos e também costumizáveis, cabem dentro de diversos cardápios: sem glúten vegan, sem açúcar, kosher, halal, tornando-os democráticos para todos. São alimentos lúdicos, criativos e trazem para o alimento em si muito mais do que valores nutricionais. Equilibrar um estilo de vida saudável com uma relação saudável com a comida faz parte da mensagem da festa.



O Cupcake Day também acontecerá no dia 22 de outubro. Queremos mobilizar uma campanha de vendas de Cupcake em parceria com Claudia Capuzzo da Che Peccato. O objetivo é realizar essa mobilização anualmente, e reverter O VALOR INTEGRAL das vendas para as ações da RISSCA. O primeiro objetivo é a construção de uma plataforma de mapeamento sobre pontos de tratamento e disponibilização de dados públicos sobre a temática no país.

Programação:
14h – 17h: Oficina Livre de Silk em Camisetas, Bolsas, Faixas para Marcha das Famintas
Proposta: Estampar camisetas, faixas, bolsas, com a estampa de PopArte da Maria Cleineilda com a tag #fomedequê. A ideia é que cada um traga sua própria camiseta, bolsa, tecido para aplicar a estampa, e depois usarmos esses materias na Marcha das Famintas que acontecerá em 28/10. Assim pretendemos homenagear de forma carinhosa Maria Cleneilda, que trouxe à tona um problema vivido por milhares pessoas no Brasil que sofrem sem atendimento especializado para transtornos alimentares.

16h-18h: Domínios do Corpo
Proposta: Uma mesa abordando a questão da saúde e da autonomia do corpo na sociedade e nos tratamentos e procedimentos de saúde. A atividade será streamada pela twitcam da Veredas. 
[http://twitcam.livestream.com/user/asveredas


- Day Porto: atriz e produtora, atualmente em cartaz com a peça “Luis Luis Antonio-Gabriela” que relata a vida de um jovem que se muda para a Espanha, vira travesti e se torna uma das estrelas da noite de Bilbao. Mas se vicia em cocaína e acaba infectado com o vírus da Aids.


- Liane Lira: bacharel em direito, já trabalhou no Ministério Público e atualmente trabalha na Esfera Hacks Políticos. Uma visão sobre o direito essencial da saúde e aos tratamentos do serviço público para transtornos alimentares.


- Tais Campos: perspectiva da indústria da moda/imagens sobre a cobrança de corpos perfeitos, e imagens muitas vezes irreais que passam por cima da diversidade.


- Mediação de Juliana Medeiros: psicóloga desde 1999, possui especialização em Terapia Cognitiva pelo Núcleo de Terapia Cognitiva de São Paulo, e pós-graduação em Administração pela Fundação Getúlio Vargas. Procura conhecer e questionar temas voltados às questões dos transtornos alimentares bem como os padrões de beleza da sociedade atual.


18h30-20h: Maracatu Bloco de Pedra – http://blocodepedra.maracatu.org.br
Proposta: O Maracatu envolve mais do que apenas a sua musicalidade e a corporalidade da dança, mas também a entrega e a intensidade de experimentar seus corpos. É uma cultura que também representa costumes e peculiaridades da história brasileira. Seu legado, deixado para a sociedade atual, demonstra que suas práticas continuam a cumprir seu papel. O Bloco de Pedra foi fundado em janeiro de 2005, em Pinheiros, São Paulo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

28 de Outubro de 2011 – Marcha da Famintas #fomedequê


Concentração: 16h30 em frente a Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz – Rua Arthur de Azevedo n.1, Pinheiros (em frente a um dos acessos ao Hospital das Clínicas). Itinerário: Seguirá pela Rua Oscar Freire até a esquina da Rua Augusta.
A Marcha das Famintas faz parte da Semana de Amar seu Corpo 2011, promovida pela RISSCAInscreva-se aqui para esta e outras atividades




A problemática em torno dos transtornos alimentares, muitas vezes menosprezada e neglicencada, atinge até 15% entre adolescentes e pré-adolescentes e até 30% de atletas. No Brasil até um terço das mulheres universitárias fizeram práticas de risco alimentar para e 80% relataram ter algum desconforto com a imagem corporal. Apesar desses números significativos, no ano de 2009 o DATASUS registrou apenas 50 mortes no Brasil por Transtornos Alimentares, o que indica subnotificações médicas nos atestados de óbito. Talvez por serem considerados um transtorno leve mental, e consequentemente sem direito ao apoio previdênciário temporário ou permanente. Entretanto possui taxa de mortalidade mais alta dos transtornos mentais de 10% para Anorexia Nervosa. Sendo as principais causa-morte: suicídio, parada cardíaca, distúrbios hidroeletrolíticos e infecções.
Os transtornos alimentares apresentam qualidade de vida das piores do transtornos mentais, semelhante ao da Esquizofrenia, com insatisfação em aspectos sócio-emocionais, mas não em condicionamento físico. Nos transtornos alimentares a comorbidade é regra: depressão, ansiedade, dependência de drogas, suicídio e transtorno de personalidade. Necessitam de abordagem terapêutica biopsicossocial complexa e não-convencional que ainda não existe no Sistema Único de Saúde. As causas estão relacionadas a fatores ambientais (associação com prematuridade, abuso físico e sexual na infância, influência cultural ocidental e práticas alimentares de risco em família) e a genética (agregação decrescente entre familiares 1, 2 e 3 graus e comparados com a população geral, e principalmente entre gêmeos univitelinos criados em ambientes separados).
Segundo a Organização Mundial de Saúde, nos proximos dez anos os Transtornos Alimentares tendem a crescer em 17% quanto a sua participação total de mortes da população. Entretanto a rede de atendimento a pessoas com transtornos alimentares limita-se a centros localizados, em sua maioria ligados a hospitais universitários, e sustentados por trabalho voluntário e interesse em pesquisas científicas na área. Os profissionais da rede básica de saúde não estão preparados para a prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças.  A Marcha das Famintas quer colocar em pauta o triste ocorrido com Maria Cleneilda para cobrar políticas públicas que possam contribuir para o enfrentamento desse quadro de adoecimento e morte silenciosas que vitimam tantas vidas.
No dia da Marcha todxs nós, além de estarmos vestidos com camisetas com o rosto de Maria Cleneilda, iremos percorrer o trajeto mapeado com qrcodes com o rosto de Maria Cleneilda em realidade aumentada, uma forma de mostrar que as ruas, a sociedade está repleta de Maria Cleneildas que morrem de fome diariamente por “comer de maneira inadequada e entrar em um regime de carências ou deficiências específicas, capaz de provocar um estado que pode também conduzir à morte”, como cita Josué de Castro.