sexta-feira, 18 de março de 2011

Beleza Pura

Por Claudia Franco

Quase tudo na vida é cíclico e, muitas coisas que são cíclicas também são efêmeras.
Nada mais cíclico, efêmero e transitório como a moda! Assim como na moda, o que consideramos um padrão de beleza hoje não dura para sempre.  Lembre-se que o padrão de beleza é também definido pela indústria da moda.

Aquilo que é atraente em uma pessoa logo deixa ser dependendo da época, da região e da cultura.

Como podemos definir o que é um padrão de beleza em meio a tantas etnias?

No período renascentista o bonito era ser gordinha. Nos anos 20 a beleza era clássica, representada pelas grandes atrizes do cinema. Na idade média a mulher de quadris largos e ventre avolumado representava a fertilidade. Já nos anos 60 a modelo Twiggy determinou o padrão esquálido de beleza.

Deixando de lado as modelos, as atrizes de cinema e focando apenas nas etnias. Como podemos determinar um padrão de beleza se a beleza do ser humano está em sua diversidade, suas características ímpares que determinam a sua origem, a sua raça e  traços individuais que lhe conferem algo único e exclusivo?

A mídia e o comércio são os grandes responsáveis por imprimirem em nossas mentes tais padrões. Desde criança somos expostos a imagens, brinquedos, jogos, a uma infinidade de conceitos e crenças definindo cruelmente o que é bonito, o que feio, o que é aceitável ou o que é fora padrão convenientemente para quem o criou.

O padrão de beleza nada mais é do que uma forma de controle da indústria. Agora a moda é ser loira, todas descolorem os cabelos. Agora a moda é usar esmalte azul. Agora a moda é a mulher fruta, a mulher de coxas grossas e malhadas. Agora a moda é ser magérrima e todas fazem dietas, tomam compulsivamente formulas mágicas que por um tempo sustentam apenas a psique e toda a rede de laboratórios, farmácias, clínicas de estética, médicos, etc.

Ao final  do ciclo vem a frustração, ninguém ficou ou permaneceu  igual a Twiggy, Gisele Bundchen, Cindy Crawford, Cameron Dias, entre tantas outras.

Quer se livrar deste dogma, desta prisão e injustiça para consigo mesma?

A fórmula é a auto-aceitação, é o auto-perdão e amor por si própria. Aceite-se, valorize-se, olhe-se de verdade, com compaixão e coloque em evidência o que você tem de melhor.

Invista em seu autoconhecimento e deixe de tentar mudar aquilo que foi definido pelo seu DNA. Invista na prática da gentileza, em ser bacana, admirada por aquilo que você é internamente.

Ouvi de uma pessoa muito amada que, não devemos nos preocupar com o que vamos levar deste mundo quando morrermos, afinal não sabemos se conseguimos de fato levar algo. Ele disse “não se preocupe com o que vai levar e sim com o que você vai deixar neste mundo”.

Deixe um legado de alegria, de satisfação e amor pela vida, deixe respeito por você e por todos.
Padrão de beleza não existe, é uma criação absurda, livre-se dela e seja feliz consigo mesma.
Ame-se do jeitinho que você é.

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Claudia Franco é autora do blog CicloFemini - Mulheres que Pedalam.

3 comentários:

Luciana Caraça disse...

Muito verdadeiro isso! Adorei o texto!

Joyce Peu disse...

Tive dificuldades na compreensão do seu texto.

"Padrão de beleza não existe, é uma criação absurda, livre-se dela e seja feliz consigo mesma." Oi?!

Mas você não escreveu exatamente sobre a existência de diferentes padrões de beleza, em diferentes momentos e lugares?! Eu tinha entendido que padrões de beleza sempre tinham existido! E, mais que isso, tinha inferido que eles tinham um porquê. Você mencionou o lance da fertilidade, não? Não me pareceu absurdo!

Cara, você é contraditória!

E, mais uma vez, eu teria preferido um final realista, menos conto de fadas, um "tolere a frustração e tente viver bem apesar dela" a esse "feche os olhos, confie nos duendes e todo o mal se exterminará".

Putz.

Anônimo disse...

Os padrões de beleza tem um por quê.

Idade Média e Renascimento: Quadris Largos e barrigas saudáveis, nem magras nem gordas demais: Siginifica fertilidade, mulher de quadril largo siginifica que ela vai ter um parto tranquilo, diz que ela é fértil e a barriga com Um Pouco de gordura protege o bebe. Era assim simplesmente por que eles valorizavam a vida, sem pílulas...

Hoje: Mulher almeja ser magricela. Me parece um reflexo da atualidade em termos de biologia. Hoje todo mundo evita a vida, por inúmeros motivos, usa-se camisinha, pílula anticoncepcional, a mulher não é mais fértil, ela mesmo evita gerar a vida. Me diz, pra quê? Eu ainda bem estou livre disso tudo.

Pra que usar camisinha? a não ser que vc transe com qualquer um e nao tenha parceiro fixo, mas se vc espera a pessoal ideal e ela tbm nao tem o pq de usar.

O mundo de hoje é infértil. Inclusive os homens, há pesquisas que diz que biologicamente o mundo está cada vez mais feminino, o que é ruim pois gera desiquilíbrio, os eletrônicos em muito contato desestimulam os homens a serem mais férteis, espermatozóides deficientes em quantidade, algo assim....