domingo, 13 de novembro de 2011

Já alimentou seu T.A hoje?


Por Daniela Serrano

É triste perceber que eu alimento o T.A com todos os alimentos que evito. A cada ato meu, o T.A fica mais forte, é o monstro de estimação que tenho criado. Ele dorme na minha cama e literalmente come minha comida. Ele cresce a cada dia.

A ironia toda está no fato que tenho medo dele me matar, mas, a cada dia, o deixo mais forte, mais poderoso. Ele cresce, ele se torna feroz, ele se irrita quando tento fugir.

Adotei quando ainda era pequeno, aparentemente indefeso. Hoje, deixei ele me dominar. Com uma mão o alimento, com a outra, tento me defender dele. Me escondo, ele me acha. Ele sabe todos meus segredos e esconderijos.

Criei um monstro e o ensinei a me dominar. Ensinei meus pontos fracos e o dei alimento suficiente para crescer e multiplicar-se.


*T.A = Transtorno Alimentar

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Arquivo da Resistência - Desenho

Chegando ontem à noite em casa, me deparo com este lindo desenho da Gabi, dedicado às amigas. Muito bom estar entre elas. Gabi, continue lutando contra estes fantasmas e a favor do que existe de tão lindo em você, também expresso na riqueza deste desenho, que representa o universo de tantas pessoas.




"Fiz esse desenho hoje pensando nas minhas amigas que todos os dias dizem não pra esses fantasminhas. Ok, nem todos os dias hehe, mas sabemos erguer a cabeça e bola pra frente!"


Autora: Gabi Gabí, 
de: oblogdagabigabi.blogspot.com

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ajude a Mah a participar do Bazar da AACD


Estou criando esta campanha (acessar evento no facebook) como forma de apoiar minha amiga, Marcela Pinheiro, na atividade de customização de camisetas que serão vendidas dia 09 de dezembro no bazar da AACD. Como a MAH não tem condições financeiras para comprar as blusinhas/ camisetas básicas, pensamos no facebook como forma de pedir colaboração e também divulgar seu trabalho! 


Marcela contraiu uma encefalomielite aos 17 anos, quando, em virtude dela, perdeu o movimento das pernas. Hoje ela não apenas lida com a lesão T4 e é cadeirante, como também com a Anorexia Nervosa. 

Em virtude de um despejo, teve que ir morar em São Sebastião do Paraíso (MG), mas continua com seus tratamentos em São Paulo, para onde pretende voltar em breve.


Esta história é verdadeira e não tem o intuito de comover à toa em troca de dinheiro. O que pedimos são apenas camisetas e blusinhas básicas (sem estampa), para que ela possa participar pela primeira vez do bazar e quem sabe seguir em frente neste trabalho artesanal que ela domina e curte. 


NOSSA META É CONSEGUIR NO MÍNIMO 20 PEÇAS, ENTRE CAMISETAS E BLUSINHAS, E EMPRÉSTIMO DE UMA ARARA. 

Tamanhos: P, M e G - Brancas, pretas ou coloridas, SEM estampa e em BOAS condições!!!


Não queremos dinheiro.

Para contribuir há duas opções.
- Vc pode levar sua doação à FMU da Av. Santo Amaro (Vila Nova Conceição) até o dia 17 de novembro, deixando-a comigo, entre 18h30 e 22h.
- Ou então em frente Instituto de Psiquiatria no dia 18 de novembro, entregando sua doação diretamente à Marcela, até às 13h. 


Estão todos, claro, convidados para o bazar dia 09 de dezembro na AACD, das 9h às 16h, no endereço: Av. Prof. Ascendino Reis, 724, Ibirapuera.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Larissa... Doces Ilusões

Hoje aspiro tantos sonhos. Tantas ideias revolucionárias. Tanto amor. Que quando paro e esse turbilhão de idealizações ficam amontoadas dentro do peito eu respiro fundo. A Lisergia é imensa, ao ponto de não saber mais quem eu sou e quem eu quero ser. Pulsações aceleradas e quase sem fôlego- procuro um rastro do eu que ficou marcado e pra trás- e não consigo saber. Hoje. Amanhã. Presente. Passado. Futuro. Sou coração aberto-sentimento puro-alma perturbada. Caminho em passos pequenos, não apresso-me porque sei que não irei ter fôlego para esboçar a tentativa de uma corrida contra o tempo. Ora doce, ácido de corroer os dentes. Porém as doces ilusões continuam intactas em meio a tanto caos. Apenas respiro, tomo fôlego para um novo ensaio de idealizações. (Larissa Gouvêa Soares)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cupcake Party na Casa de Cultura Digital


Em 22 de outubro acontece  a primeira Cupcake Party no país, um sábado de festa para celebrar a diversidade das formas e da beleza, na Casa de Cultura Digital, em São Paulo. O projeto foi idealizado pela EDEN (Eating Difficulties Education Network), organização neozelandesa que .
Por que cupcakes? Cupcakes são bolinhos divertidos e também costumizáveis, cabem dentro de diversos cardápios: sem glúten vegan, sem açúcar, kosher, halal, tornando-os democráticos para todos. São alimentos lúdicos, criativos e trazem para o alimento em si muito mais do que valores nutricionais. Equilibrar um estilo de vida saudável com uma relação saudável com a comida faz parte da mensagem da festa.



O Cupcake Day também acontecerá no dia 22 de outubro. Queremos mobilizar uma campanha de vendas de Cupcake em parceria com Claudia Capuzzo da Che Peccato. O objetivo é realizar essa mobilização anualmente, e reverter O VALOR INTEGRAL das vendas para as ações da RISSCA. O primeiro objetivo é a construção de uma plataforma de mapeamento sobre pontos de tratamento e disponibilização de dados públicos sobre a temática no país.

Programação:
14h – 17h: Oficina Livre de Silk em Camisetas, Bolsas, Faixas para Marcha das Famintas
Proposta: Estampar camisetas, faixas, bolsas, com a estampa de PopArte da Maria Cleineilda com a tag #fomedequê. A ideia é que cada um traga sua própria camiseta, bolsa, tecido para aplicar a estampa, e depois usarmos esses materias na Marcha das Famintas que acontecerá em 28/10. Assim pretendemos homenagear de forma carinhosa Maria Cleneilda, que trouxe à tona um problema vivido por milhares pessoas no Brasil que sofrem sem atendimento especializado para transtornos alimentares.

16h-18h: Domínios do Corpo
Proposta: Uma mesa abordando a questão da saúde e da autonomia do corpo na sociedade e nos tratamentos e procedimentos de saúde. A atividade será streamada pela twitcam da Veredas. 
[http://twitcam.livestream.com/user/asveredas


- Day Porto: atriz e produtora, atualmente em cartaz com a peça “Luis Luis Antonio-Gabriela” que relata a vida de um jovem que se muda para a Espanha, vira travesti e se torna uma das estrelas da noite de Bilbao. Mas se vicia em cocaína e acaba infectado com o vírus da Aids.


- Liane Lira: bacharel em direito, já trabalhou no Ministério Público e atualmente trabalha na Esfera Hacks Políticos. Uma visão sobre o direito essencial da saúde e aos tratamentos do serviço público para transtornos alimentares.


- Tais Campos: perspectiva da indústria da moda/imagens sobre a cobrança de corpos perfeitos, e imagens muitas vezes irreais que passam por cima da diversidade.


- Mediação de Juliana Medeiros: psicóloga desde 1999, possui especialização em Terapia Cognitiva pelo Núcleo de Terapia Cognitiva de São Paulo, e pós-graduação em Administração pela Fundação Getúlio Vargas. Procura conhecer e questionar temas voltados às questões dos transtornos alimentares bem como os padrões de beleza da sociedade atual.


18h30-20h: Maracatu Bloco de Pedra – http://blocodepedra.maracatu.org.br
Proposta: O Maracatu envolve mais do que apenas a sua musicalidade e a corporalidade da dança, mas também a entrega e a intensidade de experimentar seus corpos. É uma cultura que também representa costumes e peculiaridades da história brasileira. Seu legado, deixado para a sociedade atual, demonstra que suas práticas continuam a cumprir seu papel. O Bloco de Pedra foi fundado em janeiro de 2005, em Pinheiros, São Paulo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

28 de Outubro de 2011 – Marcha da Famintas #fomedequê


Concentração: 16h30 em frente a Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz – Rua Arthur de Azevedo n.1, Pinheiros (em frente a um dos acessos ao Hospital das Clínicas). Itinerário: Seguirá pela Rua Oscar Freire até a esquina da Rua Augusta.
A Marcha das Famintas faz parte da Semana de Amar seu Corpo 2011, promovida pela RISSCAInscreva-se aqui para esta e outras atividades




A problemática em torno dos transtornos alimentares, muitas vezes menosprezada e neglicencada, atinge até 15% entre adolescentes e pré-adolescentes e até 30% de atletas. No Brasil até um terço das mulheres universitárias fizeram práticas de risco alimentar para e 80% relataram ter algum desconforto com a imagem corporal. Apesar desses números significativos, no ano de 2009 o DATASUS registrou apenas 50 mortes no Brasil por Transtornos Alimentares, o que indica subnotificações médicas nos atestados de óbito. Talvez por serem considerados um transtorno leve mental, e consequentemente sem direito ao apoio previdênciário temporário ou permanente. Entretanto possui taxa de mortalidade mais alta dos transtornos mentais de 10% para Anorexia Nervosa. Sendo as principais causa-morte: suicídio, parada cardíaca, distúrbios hidroeletrolíticos e infecções.
Os transtornos alimentares apresentam qualidade de vida das piores do transtornos mentais, semelhante ao da Esquizofrenia, com insatisfação em aspectos sócio-emocionais, mas não em condicionamento físico. Nos transtornos alimentares a comorbidade é regra: depressão, ansiedade, dependência de drogas, suicídio e transtorno de personalidade. Necessitam de abordagem terapêutica biopsicossocial complexa e não-convencional que ainda não existe no Sistema Único de Saúde. As causas estão relacionadas a fatores ambientais (associação com prematuridade, abuso físico e sexual na infância, influência cultural ocidental e práticas alimentares de risco em família) e a genética (agregação decrescente entre familiares 1, 2 e 3 graus e comparados com a população geral, e principalmente entre gêmeos univitelinos criados em ambientes separados).
Segundo a Organização Mundial de Saúde, nos proximos dez anos os Transtornos Alimentares tendem a crescer em 17% quanto a sua participação total de mortes da população. Entretanto a rede de atendimento a pessoas com transtornos alimentares limita-se a centros localizados, em sua maioria ligados a hospitais universitários, e sustentados por trabalho voluntário e interesse em pesquisas científicas na área. Os profissionais da rede básica de saúde não estão preparados para a prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças.  A Marcha das Famintas quer colocar em pauta o triste ocorrido com Maria Cleneilda para cobrar políticas públicas que possam contribuir para o enfrentamento desse quadro de adoecimento e morte silenciosas que vitimam tantas vidas.
No dia da Marcha todxs nós, além de estarmos vestidos com camisetas com o rosto de Maria Cleneilda, iremos percorrer o trajeto mapeado com qrcodes com o rosto de Maria Cleneilda em realidade aumentada, uma forma de mostrar que as ruas, a sociedade está repleta de Maria Cleneildas que morrem de fome diariamente por “comer de maneira inadequada e entrar em um regime de carências ou deficiências específicas, capaz de provocar um estado que pode também conduzir à morte”, como cita Josué de Castro.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Arquivos da Resistência I

Confira, abaixo, algumas das produções para a foto da Gabrielle Tosi.
O desafio e a foto encontram-se AQUI.

* * * * *

Muitos continuam a acreditar em um falso amor.
Afirmam ser um tipo de amor que promete “ alívio “ quase instantâneo para todas as suas dores e decepções.
Mas como isto poderia ser considerado AMOR? 
Como seria possível um sentimento tão puro nos atrair para depois nos TRAIR e MATAR, sem medir esforços?

Abra os olhos, isto NÃO é amor !
O amor verdadeiro te RESPEITA e sempre visa o seu BEM-ESTAR.
E este sim é o genuíno amor próprio, aquele que contribui com a continuação da sua vida, e não com a sua destruição.


(Lucy Cantizano)


* * * * * 

Tenho um coração de pílulas, para abrandar as tempestuosas mudanças da vida.
Mas é certo que não quero pílulas no meu coração.

Limpo e puro
Claro e cristalino
Quimicamente livre.

(Autor Anônimo)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mais um Arquivo da Resistência - desafio


Complemente esta Arte da Gabrielle Tosi com um texto bacana em prosa ou poesia e compartilhe conosco aqui no Dia de Amar Seu Corpo.

A proposta é transformar o concreto (como esta porção cápsulas) em simbólico (a palavra, o poema)!!! INS-PIRE-SE!!!




Todos os textos serão publicados no blog, desde que sejam da resistência, ou seja, desde que não façam apologia a nenhuma prática prejudicial à saúde!!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dia de pesar

Quieta, menina
Quetamina do inferno
Chega dessa mania de tudo aquilo
Que os muitos quilos
Que você só acha que tem
Te levaram a fazer


De tanta mina que passou nessa vida de menina
Que desfez o corpo de mulher
Que destruiu verões inteiros
Disfarçados em camisetas de menino


A gente tentou fugir
Mas cada vez caiu mais fundo
Se entregou facinho
Pra essa mania de sumir do mundo


Essa noite eu sei que vou passar sozinha
Com abraços dos meus próprios braços
Dormindo com meu único pertence:
Um corpinho que um dia se perdeu por aí


Autora: Gabi Gabí, 
de: oblogdagabigabi.blogspot.com





quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A criação de neologismos para termos médicos e a recusa de errata

Por Maira Begalli

No último dia 26 de julho, a equipe do programa Manhã Maior, da RedeTV, entrou em contato com a RISSCA (Rede de Incentivo à Saúde e Satisfação Corporal e Alimentar) por meio de Natália Bonfim (ativista e estudante de Psicologia) para colaborarmos em uma pauta descrita no primeiro assunto do email como “REDETV - Entrevista anorexia / depressão”. Segue um trecho desse primeiro email:

"Boa Tarde Natalia,
(...) Na semana que vem estaremos fazendo um especial sobre Depressão e abordaremos diversos casos em cada dia da semana. Na quarta-feira, 03/08, iremos falar sobre Depressão e Transtorno alimentar, como esses dois problemas andam juntos e um acaba levando ao outro (...).

Como a RISSCA possui a missão de disseminar informação correta não só sobre transtornos alimentares, como também promover o questionamento dos atuais padrões de beleza, saúde e satisfação corporal de nossa sociedade, que comumente levam as pessoas à insatisfação com seus corpos, consideramos uma excelente oportunidade de expor sobre o tema em uma rede aberta de televisão, em um programa de alcance nacional."

Retornei o email de Luana da Silveira, produtora do programa, e logo em seguida falei ao telefone com Andrea Andrade. Confirmei minha participação em uma gravação na quinta-feira, 28 de julho, e indiquei Andrea Paulino (também integrante da RISSCA, ativista). Contei brevemente minha experiência com transtorno alimentar, disse que achava importante o relato de depressão e transtorno alimentar, deixando bem claro que eu era ativista e que meu papel era bem mais didático do que de querer mostrar um lado de destruição. Até porque não vejo deste modo.

“Engano de uma das apresentadoras”

Entretanto, no programa que foi ao ar no dia 3 de agosto e que fazia parte de uma série semanal que abordaria o tema depressão, classificaram, ao invés de Transtornos Alimentares e Depressão, erroneamente como Depressão Alimentar. Enviei um email solicitando a errata, que pode ser acessado aqui:

“(...) Há mais de oito anos damos entrevistas a quem nos pede, pois achamos necessário falar (...) para chegar aonde as redes não chegam e talvez mudar as escolhas de quem passa ou convive com a situação. Um transtorno alimentar não é uma coisa óbvia como fazer dieta, nem tão simples como querer parecer com algum famoso. Transtorno alimentar também não dá depressão. Mas até pela falta de nutrientes provoca alteração de hormônios que pode acarretar desânimo, insônia e falta de vontade de fazer coisas simples e rotineiras. Isso não se chama ‘Depressão Alimentar’, como foi dito no programa. Depressão alimentar não existe. Entendemos a edição e as paródias em temáticas jornalísticas, mas não é possível criar neologismos com termos médicos. Ou teríamos ‘Salmonela Emocional’, ‘Azia Psicológica’, ‘Gula Hepática’. Então, como nós, daqui da RISSCA, somos um coletivo ativista interessado em divulgar e promover a Saúde e Satisfação Corporal, gostaríamos que o programa Manhã Maior publicasse essa errata. Uma vez que estivemos no programa não com a intenção de sermos personagens-coitadinhas, mas sim, como ativistas que lutam para que as pessoas sejam esclarecidas. É um trabalho didático, mesmo. Como a apresentadora diz nesse vídeo, em respeito ao público espectador e a responsabilidade que um programa televisivo em rede aberta representa gostaríamos que o uso do termo fosse corrigido, pois se pudéssemos nós mesmos faríamos isso ao vivo.”

A resposta da produção
(toda a discussão pode ser acompanhada no Grupo da RISSCA do Facebook):

“(...) Desde o princípio de nosso contato foi explicado que abordaríamos o assunto dentro de um especial sobre depressão, sabemos que o termo ‘depressão alimentar’ não existe, se ele foi citado em algum momento da pauta, foi por engano de uma das apresentadoras mas fomos claros que pode existir. Depressão seguida de transtorno alimentar ou vice-versa, como um problema acaba levando ao outro. Tivemos no estúdio a especialista dra. Liliane Kijner, que, inclusive, cuidou de um caso de uma garota que desenvolveu anorexia devido à depressão. Sendo assim, em nenhum momento inventamos uma ‘Depressão Alimentar’, do contrário nem mesmo um especialista renomado teria aceitado participar. Se necessário, conversem com a Andrea, que esteve aqui no estúdio, ela mais do que ninguém pode dizer que o tema foi abordado da melhor forma possível sem expor ninguém ou criar algo que não existe. Pedimos desculpa se em algum momento vocês se sentiram injustiçadas ou ofendidas, pois tomamos o maior cuidado para que isso não ocorresse.”

Caçando aspas

Retornei o email dela, disse que somos um grupo multidisciplinar com psicólogos, psiquiatras e que todos estavam de comum acordo com o erro. Disse que em nenhum momento me senti exposta ou vitimada. Mas não responderam. O grande problema é que aparece depressão alimentar o tempo todo na legenda das reportagens (vídeo1, vídeo2).

Assim, Juliana Medeiros, uma das psicólogas da RISSCA, enviou um email à produção, também sem retorno:

“Meu nome é Juliana Medeiros, sou psicóloga e faço parte da RISSCA, que você deve ter conhecido por esses dias em virtude do programa que foi ao ar essa semana e que teve como entrevistadas a Maira Begali e a Dea Paulino, além de uma psiquiatra do Proata. (...) Fiquei sabendo que houve um equívoco com a divulgação da expressão ‘depressão alimentar’ – expressão que sequer existe em qualquer manual de psiquiatria, e como vocês se empenharam tanto em abordar o tema de um jeito bacana, seria muito esquisito passar uma informação errada ao público de vocês. Entendi que o foco da apresentação de vocês era depressão (como você abordou no e-mail endereçado à Maira Begali), mas entenda que nem todo mundo que tem uma depressão tem um comprometimento alimentar associado. E da mesma forma, nem todo mundo que sofre de um transtorno alimentar tem depressão – são problemas que até podem acometer uma mesma pessoa, mas não é regra. E também não temos pesquisas suficientes que possam afirmar que depressão causa Transtorno Alimentar e vice-versa. Só podemos observar que um quadro agrava o outro quando uma pessoa vivencia os dois simultaneamente. E nem sempre podemos estabelecer quem veio primeiro na história de vida do paciente. E tampouco podemos dizer que uma pessoa sofre de ‘Depressão Alimentar’ por ter sido acometida dos dois transtornos. Saber dar o nome certo das coisas é parte fundamental não só da informação, como de qualquer tratamento que pretenda ser bem-sucedido.”

Não tivemos retorno algum, muito menos a errata. Inventar um tipo de doença é gravíssimo. Mas outras coisas vão além. A grande mídia não-colaborativa está acostumada, dentre muitas coisas, a dois vícios: pautar o que acha relevante para a sociedade e dar sua visão editorial rasa e óbvia, voltada à simplificação. A repórter Ana Paula Abrão, que foi me entrevistar, não havia sido pautada anteriormente pela editora e quando eu disse que, no caso de Transtornos Alimentares, sintomas ligados à depressão são correlatos e que isso não era depressão em si, ela me respondeu: “Mas então isso foge porque a pauta é sobre depressão.” É o jornalismo industrial, on demand: inventar uma pauta e sair caçando aspas que possam suprir as respostas para seu produto televisivo.

Paciente injustiçada

Segunda coisa: a mídia grande não está acostumada a ter especialistas que superaram o problema, como não é só meu caso, como o da Mara Gabrili, por exemplo. Existem milhares de pessoas que superaram suas dificuldades sejam elas físicas ou emocionais. Luciandra Vendramini e Roberto Carlos admitem ter TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Debora Evelyn ter passado pela anorexia nervosa, Cassia Kiss pela bulimia. O problema é que o jornalismo-espetáculo prefere a vitimização ou a superação mágica com finais sempre felizes, sem contar o que é o problema didaticamente [em nota, a MTV tem realizado um trabalho interessante com a série TrueLife].

Quando pedi a errata, a produção me tratou não como uma colega de trabalho, ou como público, ou mesmo como especialista que merece ser levada em consideração [a Rede Globo de televisão, também grande empresa de mídia, publicou um manual que coloca como um dos princípios editoriais básicos a correção]. Fui tratada como uma paciente que se sentiu injustiçada e com rancorzinho de ter sua vida exposta. Talvez a equipe do Manhã Maior não consiga mensurar que inventar uma doença psicológica pode acarretar problemas para centenas de pessoas. Se aqueles que se pautam pela televisão começarem a achar que são acometidos por Depressão Alimentar, o que eles irão fazer?

***

[Maira Begalli é diretora de Projeto de Meio Ambiente da Veredas, São Paulo, SP]

sábado, 16 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pausa para uma boquinha


Rochele Durgante

Natalia Bonfim

Beatriz Barbato

Marina Pereira

Alvaro

Juliana Medeiros

MANDE SUA FOTO TAMBÉM!
contato_encontros@yahoo.com.br

sexta-feira, 10 de junho de 2011

X So Pretty lança sua turnê mundial!


Por Natalia Bonfim


Há algum tempo não nos falávamos, até que um dia trocamos notícias por MSN e ela me contou que (1) estava cantando e que (2) tinha uma banda. Uau!!! Ouvi pela primeira vez X So Pretty* e me apaixonei. "It's just my reflection". - Letra no TopTVZ

Dia 12 de junho, domingo próximo, é com muita alegria e um orgulho imenso que verei pela primeira vez X So Pretty no Café Aurora, após o lançamento da turnê mundial, dia 10, na Uninove!
Além da música X So Pretty, outra música que me traz lembranças é a Dr. Pink Freud. Vale à pena ouvir todas e claro, prestigiar a banda ao vivo. Esta trajetória – cabeluda e barulhenta – já entrou pra minha história e minha trilha sonora.

@Nanda Cury, @Vânia Assis e @Olívia Waste: um brinde a nós hoje e sempre!!!


“É preciso ter o caos dentro de si para dar origem a uma estrela cintilante.” Nietzsche

*“O X So Pretty foi formado em julho de 2008 por Michele Bertholdo (guitarra) e Nanda Cury (vocal). Depois de algumas mudanças na formação, hoje conta com Pamella Vapsys no baixo e Ciro Figuerêdo na bateria. CB Bar, Cafe Paon, Outs, Na Mata Café, Livraria da Esquina, Cerveja Azul e Café Aurora são algumas das casas por onde o grupo já passou, tendo inclusive sido premiado como 3º lugar no X Aurora Rock Festival.” - disponível em: www.myspace.com/xsop

domingo, 29 de maio de 2011

Aconteceu em maio - Dia Internacional Sem Dieta

O Dia Internacional Sem Dieta (ou Dia do Não à Dieta) cai em 6 de maio. Este evento, criado pela feminista britânica Mary Evans Young, ocorreu pela primeira vez em 1992, em resposta ao bullying (relacionado ao seu peso) que ela sofreu na escola e às tão frequentes conversas relacionadas a emagrecimento ao seu redor. O Dia Sem Dieta é uma celebração anual da aceitação do corpo e da diversidade de biotipos.
Há muitos objetivos no DISD (Dia Internacional Sem Dieta):
  • Questionar a ideia de uma única "boa" forma.
  • Conscientizar que existe discriminação pelo peso, preconceito ao tamanho grande e fobia de engordar.
  • Declarar um dia de folga das dietas e obsessões sobre o peso corporal.
  • Apresentar os fatos sobre a indústria da dieta, ressaltando a ineficácia das dietas comerciais.
  • Mostrar como as dietas perpetuam a violência contra as mulheres.
  • Homenagear as vítimas de transtornos alimentares e das cirurgias para perda de peso.
Portanto, neste ano, em 6 de maio, por que não reunir com os amigos para uma refeição que exclua o pensamento em dieta, ou celebrar este evento com a família... ou mesmo reservar algum tempo para pensar sobre esta causa por si mesmo? Qualquer que seja sua escolha pra marcar este dia, faça uma pausa por um momento e reflita sobre esses pontos dignos de discussão sobre a imagem corporal e a indústria de dieta como um todo. E pergunte a si mesmo - "Quão diferente seria minha vida se fosse livre de dietas?"

Traduzido e retirado do site: EDEN - Eating Difficulties Education Network.


Love Your Body - Now Fundation


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um outro olhar

Para mim a visita das meninas em sala de aula foi de grande importância não só academicamente, mas humanamente também. Poder escuta-las dizer sobre os processos de recuperação, as dificuldades encontradas, as limitações médicas, e a força e coragem de cada uma, me alertaram sobre o tipo de profissional que desejo ser e também me trouxeram um outro olhar perante os transtornos alimentares. Deveriam haver mais grupos como o delas, e mais estudos referente as técnicas utilizadas para haver um numero maior de vencedoras do transtorno. 


Heloise Facchini, estudante de Psicologia do 5o. semestre da FMU, sobre a aula de Psicopatologia com participação da RISSCA.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Aconteceu em abril

Dias 25 e 29 - Juliana Medeiros, Natalia Bonfim, Maira Begalli e Mariana Dimitrov participaram da aula de Psicopatologia do 5o. semestre da professora Fernanda Araújo Cabral na FMU.

Estamos abertas a mais encontros, aulas, mesas-rendondas ou palestras!

Entre em contato:
contato_encontros@yahoo.com.br

sexta-feira, 8 de abril de 2011

As Twiggys* que me perdoem, mas os homens preferem as Marilyns

por Claudia Franco

Hoje mais do que nunca estou convencida de que as mulheres gostam de ficar magras para agradar ou fazer inveja para as outras mulheres.

A indústria da moda nos impôs um padrão de beleza que é humanamente injusto e totalmente fora do padrão real das mulheres que circulam pelas ruas no mundo inteiro.

 

 

Ser eternamente magra e jovem é viver eternamente em uma prisão onde a tortura psicológica e emocional é o prato principal de todas as refeições.

 

As mulheres sucumbem diante das deusas estampadas nas capas de revistas. Mulheres magérrimas, sempre jovens, de pele perfeita, cabelos impecáveis e olhos e dentes brilhantes.

 

Assim como a lei obriga os fabricantes de cigarros a colocarem as fotos de pessoas com doenças causadas pelo fumo nas embalagens, também deveriam obrigar as revistas a colocarem algumas das fotos, em seu estado natural, sem a edição dos softwares que transformam a casca da laranja na seda mais lisa jamais vista.

 

Quem conhece os softwares de tratamento de imagens sabe que é possível fazer de tudo – ou quase tudo. Com estes softwares é possível melhorar a iluminação da foto – o que é muito importante para a estética geral do modelo – eliminação dos sinais da pele, correção de tom da pele, cor do batom, maquiagem, afinamento de sobrancelhas, redução dos sinais de idade na pele e das marcas do rosto, afinar ou engrossar pernas, tirar barrigas, contornar bumbuns e cinturas. 

 

Veja estes exemplos de edição. As modelos e atrizes são belas, mas não perfeitas como na edição, pois o efeito da edição produz um ser não real, uma ficção.

 

Na época de Marilyn estes softwares não existiam e acredite: até hoje os homens preferem as mulheres sensuais, com o corpo em forma, mas cheinho. Marilyn Monroe conquistou o mundo por sua beleza sedutora e suas curvas. É uma das mais famosas estrelas de cinema de todos os tempos, um símbolo de sensualidade e um ícone de popularidade no século XX.

 

Diversas pesquisas comprovam que só as mulheres gostam de mulheres magras. As mulheres que exageram na magreza querem impressionar o próprio gênero. A mulher se produz para a mulher. Não tem nada a ver com sexualidade, mas com aceitação, com reconhecimento entre iguais. Ser magra corresponde a ser aceita, a fazer parte do grupo das mulheres magras.

 

Já os homens preferem as mulheres com curvas e volumes.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de St. Andrews, na Escócia, revelou que os homens preferem mulheres com corpos normais a aquelas muito magras. O estudo foi realizado com um grupo de estudantes, que tiveram que classificar fotos do rosto de mulheres em relação à atração e saúde mostradas pela imagem.

 

Uma pesquisa americana também comprovou que os homens preferem mesmo as mulheres mais volumosas, mesmo sem ter consciência, eles ligam as curvas das mulheres mais carnudas a saúde e fertilidade.

Um outro estudo realizado no Canadá, mostrou que a insatisfação corporal e os distúrbios alimentares das jovens estão ligados com o que veem em revistas populares, e isso acabou se tornando um problema de saúde pública.

 

O mais preocupante é que no mundo inteiro há uma exigência fazendo prevalecer um padrão estético de beleza que não está em equilíbrio com a saúde, por isto muitas jovens desenvolvem certas patologias na busca da perda do peso. Essa busca causa o crescimento acelerado de distúrbios alimentares graves como bulimia e anorexia nervosa.

 

 Todos os estudos e pesquisas realizados até o presente momento mostram que o homem gosta de proporção, gosta do conjunto. A mulher pode ser mais gordinha ou magra, contando que agrade aos olhos, contanto que tenha outros encantos como ser atenciosa, carinhosa ou charmosa.

Para que não restasse nenhuma dúvida pedi a um grupo de amigos que definissem a beleza feminina. Eles  responderam:

Luiz Cavalli, artista plástico, 56 anos, de São Paulo, Capital. Beleza feminina: “Uma Mulher bem Brasileira e cheia de saúde com tudo grande….um mulherão….sem medo de ser feliz.!!!!!! E sem medo do peso… tipo mulher carioca…!!!!!!”
Alexandre Luis Konig, metrologista industrial, 38 anos, de Joinville, Santa Catarina. Beleza feminina: “Diria que 50% é beleza fisica, tipo não muito magra e nem muito gorda, mas com o peso ideal e de preferência com conteúdo (atributos femininos, rssss), e os outros 50% devem ser relacionados a bom papo e inteligência e muito carinho, uma mulher carinhosa é tudo de bom.” 
Marcelo Queiroz Ferreira Alves Junior, advogado, 28 anos, de Lauro de Freitas- Bahia. “Beleza feminina reluz com a sua postura e seus gestos. Encanta-me a mulher que com simplicidade reflete elegância.”
Augusto Gonçalves, fotógrafo, 40 anos, de São Paulo, Capital. Beleza feminina: “Agora é a parte difícil, dar uma definição para a beleza feminina. Difícil porque não há, na minha opinião, apenas uma definição. É um conjunto de coisas que torna a mulher bela. A beleza física e graciosidade feminina; a força para superar os desafios da vida e competir com os homens no mercado de trabalho; a inteligência e o sentimento na mesma proporção; são inúmeras as qualidades e as definições de beleza, mas todas as mulheres as têm.”

Acima de tudo isto deveríamos nos lembrar que a verdadeira beleza não está nos padrões impostos pela sociedade ou pela moda e sim nos olhos de quem a vê.


Enxergar a nossa beleza começa em nós mesmos. Se quando nos olhamos, não enxergamos nossa própria beleza, nenhuma outra pessoa irá enxergá-la. Precisamos antes de qualquer coisa nos amarmos muito, nos respeitarmos muito. Quanto conseguimos desenvolver o amor incondicional por nós mesmos a beleza brota de dentro para fora e nos tornamos bela para todos ao nosso redor, pois as pessoas passam a lhe ver como você se vê.

A beleza não tem prazo de validade, podemos ser eternamente belas e jovens, pois a beleza é um estado de espírito, é aceitação, é amor próprio.

*Twiggy Lawson, mais conhecida como Twiggy foi uma modelo, atriz e cantora britânica nascida na Inglaterra e considerada a primeira top model do mundo. Sua imagem quase andrógina, magérrima, pequena, com cabelos loiros muito curtos e imensos olhos realçados com camadas de rímel e cílios postiços, tornaram Twiggy o ícone dos anos 60.
  

Claudia Franco escreve para o blog CicloFemini - Mulheres que Pedalam

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dia De Amar Seu Corpo no Maracatu


QUANDO: 09 de abril, sábado das 14h às 17h.
ONDE: E.E. Professor Antonio Alves Cruz
R. Alves Guimarães, 1511 esquina com Heitor Penteado, próx. metrô Sumaré, São Paulo.
 
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Todo dia é Dia de Amar Seu Corpo! Por isso estamos convidando-os para a aula aberta de Maracatu, onde você pode participar, dançar, tocar ou assistir à vontade este evento que ocorre todos os sábados e que é uma oportunidade ótima para levantar o astral!!! Se você também conhece algum lugar assim ou se gostaria de promover um Dia de Amar Seu Corpo especial, entre em contato!!!
 
Veja algumas fotos em:
Álbum estágio 2010
 
Atenção: este encontro não está sendo promovido pela escola nem pelo grupo Bloco de Pedra. O espaço da escola é aberto ao público aos fins de semana, pois é contemplada com o Programa Escola da Família. São todos sempre bem-vindos!!!

terça-feira, 29 de março de 2011

Aconteceu em fevereiro



  • Dia 25 - Juliana, Renata Pereira e Natalia foram à Unicamp assistir à defesa de tese do doutorado da Dani Araújo (antropóloga).

  • Dia 26 - Dani partiu para Nova Zelândia, onde derá aulas por 6 meses.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Beleza Pura

Por Claudia Franco

Quase tudo na vida é cíclico e, muitas coisas que são cíclicas também são efêmeras.
Nada mais cíclico, efêmero e transitório como a moda! Assim como na moda, o que consideramos um padrão de beleza hoje não dura para sempre.  Lembre-se que o padrão de beleza é também definido pela indústria da moda.

Aquilo que é atraente em uma pessoa logo deixa ser dependendo da época, da região e da cultura.

Como podemos definir o que é um padrão de beleza em meio a tantas etnias?

No período renascentista o bonito era ser gordinha. Nos anos 20 a beleza era clássica, representada pelas grandes atrizes do cinema. Na idade média a mulher de quadris largos e ventre avolumado representava a fertilidade. Já nos anos 60 a modelo Twiggy determinou o padrão esquálido de beleza.

Deixando de lado as modelos, as atrizes de cinema e focando apenas nas etnias. Como podemos determinar um padrão de beleza se a beleza do ser humano está em sua diversidade, suas características ímpares que determinam a sua origem, a sua raça e  traços individuais que lhe conferem algo único e exclusivo?

A mídia e o comércio são os grandes responsáveis por imprimirem em nossas mentes tais padrões. Desde criança somos expostos a imagens, brinquedos, jogos, a uma infinidade de conceitos e crenças definindo cruelmente o que é bonito, o que feio, o que é aceitável ou o que é fora padrão convenientemente para quem o criou.

O padrão de beleza nada mais é do que uma forma de controle da indústria. Agora a moda é ser loira, todas descolorem os cabelos. Agora a moda é usar esmalte azul. Agora a moda é a mulher fruta, a mulher de coxas grossas e malhadas. Agora a moda é ser magérrima e todas fazem dietas, tomam compulsivamente formulas mágicas que por um tempo sustentam apenas a psique e toda a rede de laboratórios, farmácias, clínicas de estética, médicos, etc.

Ao final  do ciclo vem a frustração, ninguém ficou ou permaneceu  igual a Twiggy, Gisele Bundchen, Cindy Crawford, Cameron Dias, entre tantas outras.

Quer se livrar deste dogma, desta prisão e injustiça para consigo mesma?

A fórmula é a auto-aceitação, é o auto-perdão e amor por si própria. Aceite-se, valorize-se, olhe-se de verdade, com compaixão e coloque em evidência o que você tem de melhor.

Invista em seu autoconhecimento e deixe de tentar mudar aquilo que foi definido pelo seu DNA. Invista na prática da gentileza, em ser bacana, admirada por aquilo que você é internamente.

Ouvi de uma pessoa muito amada que, não devemos nos preocupar com o que vamos levar deste mundo quando morrermos, afinal não sabemos se conseguimos de fato levar algo. Ele disse “não se preocupe com o que vai levar e sim com o que você vai deixar neste mundo”.

Deixe um legado de alegria, de satisfação e amor pela vida, deixe respeito por você e por todos.
Padrão de beleza não existe, é uma criação absurda, livre-se dela e seja feliz consigo mesma.
Ame-se do jeitinho que você é.

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Claudia Franco é autora do blog CicloFemini - Mulheres que Pedalam.