terça-feira, 30 de novembro de 2010

Você supervaloriza a imagem corporal?

Outro dia estava na academia fazendo meus exercícios matinais quando encontrei alguns amigos que conversavam sobre filhos e casamento. Um deles estava muito preocupado com a filha adolescente, que vinha comendo demasiadamente em um dia, enquanto no outro não ingeria nada. Além disso, falou que a menina estava obcecada por ginástica e ele acreditava que estava havendo um excesso de exercícios físicos.

Alertei-o a respeito dos transtornos alimentares, cada vez mais comuns. Este é um problema tão grave que outro dia escutei na rádio que alguns países na Europa estão pensando em criar uma lei que proíbe modelos de emagrecerem a um nível abaixo do considerado saudável por médicos e nutricionistas. O fato de vivermos em uma sociedade baseada em um padrão estético de magreza esquálida gera este tipo de sintoma social, no qual os jovens em formação são os mais atingidos. Mas, afinal de contas, o que são os transtornos alimentares? (...)

Dicas para ajudar a detectar os transtornos alimentares:

Desconfie se a pessoa apresenta comportamentos alimentares estranhos: realiza dietas radicais por um tempo prolongado junto com a valorização extrema da aparência física; acha-se gorda mesmo estando magra; acaba de comer e imediatamente vai para o banheiro e fica algum tempo lá; alterna momentos de compulsão alimentar com momentos de alta restrição alimentar.

Preste atenção na intensidade e frequência com que a pessoa realiza atividades físicas. Principalmente, atividades aeróbicas (focadas na redução de peso e queima de gordura) como a corrida, running class, spinning, entre outras.

Cuidado para que os cuidados com a aparência, o corpo e o peso não se tornem "neurose" pessoal e familiar.

MUITO IMPORTANTE: estranhe se a pessoa apresenta uma distorção grave na percepção do seu próprio corpo. A pessoa já está muito magra e continua vendo-se gorda e tem pavor de engordar, além disso, continua realizando exercícios físicos de maneira excessiva.

Para o tratamento ser realmente eficaz, é preciso a utilização de diferente abordagens terapêuticas (psicoterapia individual, grupo, medicamento, reorientação nutricional, orientação familiar) com diferentes profissionais envolvidos. É necessária uma comunicação clara e trabalho em equipe desses profissionais para que o doente tenha resultados satisfatórios e mais rápidos. É também muito importante que a família esteja presente no tratamento, pois muitas vezes, determinadas idéias e crenças negativas do paciente fazem parte de todo um contexto familiar que está adoecido e precisa ser tratado em conjunto. Se você acha que está passando por uma situação desse tipo, não tenha vergonha e procure ajuda para você e seu familiar doente, pois quanto mais precoce a detecção do problema, melhor as chances de recuperar a saúde de todos na família.

Leia o texto inteiro no Personare.

Rodrigo Garcez é psicólogo com especialização no Tratamento e Prevenção ao Uso Abusivo de Álcool e Drogas. Idealizador do Espaço Despertar - Centro de Psicoterapia Individual e em Grupo, no Rio de Janeiro.

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